Terça, 22/10 – I João 1:5-9

5. E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.
6. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
7. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
8. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
9. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

1 João 1:5-9

As Crônicas de Nárnia

 

A série de sete livros de fantasia “As Crônicas de Nárnia (The Chronicles of Nárnia)”, foi escrita pelo autor britânico, da Irlanda do Norte, Clive Staples Lewis (conhecido como C.S.Lewis), entre 1949 e 1954, e é a obra mais conhecida do autor.

Esta série é considerada um clássico da literatura infantil, tendo vendido mais de 120 milhões de cópias em 41 idiomas. Foi adaptada, inteiramente ou parcialmente, diversas vezes para rádio, televisão, teatro e cinema.

Antes de se converter, Clive Staples Lewis já escrevia livros com temas relacionados à teologia e apologética cristã, sendo um estudioso do assunto. Quando escreveu os livros em questão, segundo um relato do próprio Lewis, a sua intenção inicial não era usar temas cristãos, porém estes teriam sido naturalmente incorporados durante o processo de criação.

Este conteúdo cristão se tornou  o centro de um caloroso debate entre seus críticos e defensores. Enquanto alguns cristãos entendem a série como um grande meio de evangelização, outros a entendem como um meio subliminar de passar valores pagãos. Outros, ainda, defendem que a temática cristã em alguns livros é tão sutil que os leitores que não estejam familiarizados com elas dificilmente a identificariam. Embora tal sutileza possibilite que esta temática atinja, de certa forma, ao público não cristão.

Em cada livro, encontram-se elementos que remetem a fatos relacionados à acontecimentos bíblicos. Entre eles, o mais célebre é a comparação entre o personagem fictício Aslam e a figura de Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Tal comparação se deve ao fato de que este personagem é um Leão (Jesus é chamado de Leão da Tribo de Judá- Apocalipse 5.5), está presente do início ao fim da história, foi o autor da criação do mundo de Nárnia. Além disso, é intrigante a passagem em que Aslam diz: “Também sou conhecido no seu mundo, mas por outro nome“. Completando que era necessário conhecê-lo no mundo “real”, pois era possível se relacionar com ele.

Vou relacionar abaixo todos os livros e uma mensagem cristã contida em cada um deles, de acordo com a ordem cronológica dos livros compilados no volume único da série:

  • Sobrinho do Mago:  São claros os paralelos traçados com o livro bíblico de Gênesis, pois temas como a criação, o pecado original, o fruto proibido e a tentação, ficam claros no enredo da história. Como ocorre nos outros livros, estes temas são apresentados de maneira que possam ser facilmente entendidos, possibilitando que crianças que já conheçam a história da criação não tenham dificuldades em acompanhar a história.
  • Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas: Uma carta escrita pelo próprio autor para um menino falando sobre suas histórias, em 1961, demonstra intencionalidade na mensagem que Lewis quis passar através deste livro. A carta  indica que Lewis quis representar Jesus Cristo de forma figurada com o leão Aslam. Nela, Lewis afirma que “toda a história de Nárnia se refere a Cristo”.
  • Cavalo e seu Menino: A história deste livro remete de forma sutil a história bíblica de Moisés. Tanto Shasta quanto Moisés foram encontrados na água e criados por pessoas que não foram seus pais, e trouxeram grande libertação aos seus compatriotas quando cresceram: Moisés aos hebreus, e Shasta aos arquelandeses.
  • Príncipe Caspian: Um dos temas abordados neste livro é o abandono da fé cristã, partindo para outras verdades (apostasia) através dos telmarinos, conquistadores que tentam eliminar os narnianos originais e seus costumes, além de viverem sob o medo do mar pois é dele que Aslam aparece. Outro tema abordado é a manutenção da fé em um Deus que é invisível, pois ninguém em Nárnia vê mais o Aslam, e  as crianças (exceto Lúcia) inicialmente não conseguem ver Aslam quando ele faz a sua primeira aparição, mas conseguem vê-lo depois quando acreditam que Lúcia o está vendo.
  • A Viagem do Peregrino da Alvorada: Embora a história deste livro esteja menos permeada pela temática cristã, destaca-se por conter uma referência muito direta sobre o propósito das Crônicas de Nárnia. Uma das referências cristãs é a transformação no caráter de Eustáquio, que depois de ser transformado em dragão, acaba por se arrepender do comportamento que teve desde que tinha chegado a Nárnia. Esta transformação é selada num cerimonial de batismo em que Aslam pede que Eustáquio deixe a pele de dragão para trás, representando o nascimento de uma nova criatura.
  • A Cadeira de Prata: Esse livro guarda uma semelhança com a parábola do semeador, contada por Jesus e relatado em Marcos 4.3-20. Jill encontra Aslam logo na sua chegada em Nárnia, e ele a faz guardar para si alguns objetivos a serem cumpridos durante sua jornada, os quais ela acaba por não cumprir por esquecimento, com exceção do último.
  • A Última Batalha: A Última Batalha aparece para finalizar o conjunto de paralelos bíblicos presentes em toda a série, culminando na relação com o Apocalipse, mostrando a destruição de Nárnia e a revelação da Verdadeira Nárnia, onde todos passariam a eternidade.

Os filmes são ótimos, mas sem ler o livro “O Sobrinho do Mago” é difícil compreender o porquê do guarda-roupa no primeiro filme (que é o segundo livro). Os dois primeiros filmes (O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas e Príncipe Caspian) são assinados pela Disney, que apenas contribuiu com a produção não alterando a obra de C.S Lewis. O último filme até agora (A Viagem do Peregrino da Alvorada) é assinado pela Century Fox Film. Realmente vale a pena conferir os dois materiais, tanto os livros quanto os filmes!

 

Animação usa balões como metáfora para relacionamentos


Delicadíssimo, vídeo usa balões como uma metáfora para relacionamentos, cada um deles representando uma pessoa que conhecemos e preenchido pelas memórias cultivadas e compartilhadas com elas.

Com um visual minimalista, a animação acompanha o protagonista desde a sua infância até a velhice, mostrando as pessoas que passam pela sua vida e as lembranças que elas deixam – mais ainda a dificuldade de abrir mão delas.

By: brainstorm9